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30 September, 2019

displacing the center(s): rethinking south-north relations in the arts III

FRIDAY 18 NOV at 15:25

Lisbon ISCTE – Grande Auditório

EN Gerty Dambury, founder, with five other women, of the collective “Décoloniser les arts” in 2015, will examine the specificities of representations and social positions of Blacks, Asians, Maghrebi and people of different origins in the French context, and discuss the concept of “diversity” from the perspective of a politics of multiplicity.
Artists, curators, programmers and audiences do not have the same opportunities according to their social, cultural, racial, gender, class or territorial positions within and across the south(s) and north(s) in a postcolonial context. The enormous vitality of cultural and artistic production in the (various) peripheries is recurrently undervalued by global art institutions and dominant art narratives. Discriminations are still structural in access to arts education and venues, employment, programming and funding, while visual and literary representations tend to objectify and stereotype subaltern groups. Furthermore, when subaltern arts – and subjects – are integrated into dominant institutions, it is often at the cost of depoliticization. Simplistic binary perspectives (north-south) need to be challenged to open new possibilities for peripheral groups to claim their space(s) and deserved centrality(ies), enhance alternative modes of production and art representation, and reinvent plural value systems. Decolonizing the arts is a fundamental step to disintegrating borders and giving visibility and space for “peripheral” production in the “core” art systems.

PT Gerty Dambury, fundadora, com outras cinco mulheres, do colectivo “Décoloniser les arts” em 2015, examinará as especificidades das representações e posições sociais de Negros, Asiáticos, Maghrebi e pessoas de diferentes origens no contexto francês, discutindo o conceito de “diversidade” a partir da perspectiva de uma política de multiplicidade.
Num contexto pós-colonial, artistas, curadores, programadores e públicos não têm as mesmas oportunidades, associadas a posições sociais, culturais, raciais, de género, de classe ou territoriais dentro e através do(s) Sul(s) e Norte(s). A enorme vitalidade da produção cultural e artística nas (várias) periferias é recorrentemente subvalorizada pelas instituições artísticas globais e pelas narrativas artísticas dominantes. As discriminações são ainda estruturais no acesso à educação artística e aos equipamentos culturais, ao emprego, à programação e ao financiamento, enquanto as representações visuais e literárias tendem a objectivar e a estereotipar os grupos subalternos. Além disso, quando as artes subalternas – e os sujeitos – são integrados em instituições dominantes, é frequentemente à custa da despolitização. Perspectivas binárias simplistas (norte-sul) precisam de ser desafiadas a abrir novas possibilidades aos grupos periféricos para reivindicar o(s) seu(s) espaço(s) e a(s) merecida(s) centralidade(s), melhorar modos alternativos de produção e representação artística, e reinventar sistemas de valores plurais. A descolonização das artes é um passo fundamental para desintegrar fronteiras e dar visibilidade e espaço para a produção “periférica” nos sistemas artísticos “centrais”.

Duration: 1 hour (40min + 20min Q&A)

Session in English with simultaneous translation to Portuguese

Session with livestream

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